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Rui Terroso CEO
Rui Terroso - CEO |

Outsider no Turismo

Nunca passei por uma escola de turismo nem nunca trabalhei em turismo. Talvez por essa razão tenha questionado tudo de modo tão aberto.

 

Alguém disse que “não há nada pior do que um especialista para evitar o progresso em determinada área.”

 

Faz sentido, certo? Olhamos para a realidade a partir do nosso paradigma – o da nossa especialidade – e isso é bom para algumas coisas, para executar com eficácia o que já sabemos, mas para outras nem tanto, p.e. para inovar – dado que limita outros ângulos de visão.

 

 

O especialista costuma estar demasiado viciado pelos seus condicionamentos (preconceitos e crenças) e isso torna difícil olhar para além daquilo em que acredita.

 

No projeto Living Tours, acreditava em Portugal, nas gentes, na beleza paisagística e arquitetónica, na história, na cultura e na gastronomia, um verdadeiro patriota com o propósito de querer mostrar ao mundo, o que de melhor temos, somos e sabemos fazer!

 

 

Na altura tinha três áreas de negócio que poderiam ser levadas a cabo, com os projectos de viabilidade económica desenhados e “viabilizados no papel”:

  • Uma plataforma online de distribuição de vinhos B2B e B2C;
  • Uma distribuição de Jornais e revistas porta a porta, muito ao estilo americano e japonês;
  • Uma empresa de visitas guiadas ao património histórico cultural português;

 

Os projetos com melhor viabilidade económico-financeira no papel eram os fora do turismo, dado o turismo de lazer ser inexistente nessa altura, ainda sem as companhias low-cost e um turismo sustentado.

 

 

A minha decisão foi efetivamente pelo meu propósito de orgulho e patriotismo, de transformar aquilo em que acreditava em realidade, criar uma empresa de visitas guiadas ao património histórico cultural, para oferecer ao mundo a possibilidade de experienciar o que de melhor temos, somos e sabemos fazer em Portugal, mais tarde alargado a Espanha.

 

O lado positivo de ser um outsider - foi o ter arriscado completamente no escuro, saberia que sem um turismo capaz (naquela altura era inexistente no Porto), nunca conseguiria ter sucesso ou vingado no turismo.

Foi o ir na busca do propósito, sem parar, sem ter medo, na busca dos resultados sem nunca desistir, com a resiliência normal de um empreendedor, o tornar um sonho em realidade.

 

 

O negativo de ser um outsider - foi correr demasiados riscos que não correria hoje, foi errar pequeno para acertar grande, foi um aprender com os erros constantemente e ir adaptando constantemente, até chegar aos resultados.

 

Como dizia Charles Darwin:

“Não são os mais fortes que sobrevivem, mas os que tem maior capacidade de adaptação”

 

 

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